01 julho 2010

GERA

6 comentários:

amir brito cadôr disse...

Prezado Arnaldo,

Como posso conseguir autorização para publicar o texto do Nuno Ramos a respeito do seu livro Ou/E?

Atenciosamente

Amir Brito

Henrique disse...

Vai lá na cosmunicando, vai gostar...

http://cosmunicando.blogspot.com/

gutipoetry disse...

A partir de uma cronica do seu livro 49 escritos fiz este poema que eu acho que tem muito a ver com esse se poema concreto

LAGARTIXA

Um corpo que são dois
um antes outro depois
Lagartixa
se encolhe e se espicha
e nem se lixa
com os sarcasmos alheios
não se lixa
se já não sabe onde é cauda ou cabeça
se avança ou recua
degenerada regeneração
caminha sempre prá frente
emendada
remendada
quase sempre rente
encostada em guias definidas e indefinidas
como se essa postura a protegesse
Lagartixa
um corpo que são dois
sempre quentes
que queimam sempre
como se previssem
o momento premente da fusão
Atração e repulsão
dois ímãs em permanente colisão
Cortes profundos
incisão
Marcas Feridas em profusão
Cortamos quantos planos e impulsos?
e quantas vezes lagartixeamos tudo?
Recortamos lembranças
Colamos em nossas retinas lindas paisagens
e em nossos lábios beijos sábios de desejos
Juntamos os nossos cacos
e petrificamos o que não há mais como aderir
sem ferir o que somos...
e lagar...tixeamos de vez


Carlos Gutierrez

Lene disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lene disse...

Saudade da voz, da delicadeza das palavras sempre tão bem utilizadas e da energia boa de Aranaldo Antunes aqui em Recife.

betina moraes disse...

duas possibilidades!