16 setembro 2010

li o livro,

vi o vidro,

minha sola absorveu o chão.




fui o que deseja

(o que quer

que seja).




agora sou o mundo

que me inunda,

só.




minha sola absolveu o solo.

8 comentários:

Helô Mayumi disse...

Aguardo ansiosamente momentos como este, que reserva minutos para postar suas inspirações.... Obrigada!

Leonardo B. disse...

[o solo, devagar
solidifica no seu terreno lugar,
a ferida de cada passo:

sapato de couro imita compasso,
soldadura de transeunte passageiro no mundo]

um imenso abraço,

Leonardo B.

* improviso, tem que acontecer porque acontece!

betina moraes disse...

é o mesmo caso do poema anterior, a maestria das terminações dando música e som para sentirmos o poema como algo físico.

excepcional!

tonhOliveira disse...



Ar, há... nau dos hão.

Arnaldo és ídolo nosso.
Será que há ARNALDO fã de nós?

Abraços!

:)

Zélia Guardiano disse...

Show!
Demais!
Abraço

Controvento-desinventora disse...

Quanta poesia na sola dos pés...
Lindo!

Pólen Radioativo disse...

o livro é obscuro
o vidro é colorido
e meus pés...
esses já nem tocam
o chão


Um beijo, Seu Antunes!

Bianca Alencar disse...

Sua poesia preenche
Até um átomo vácuo
Literário sem encaixe